segunda-feira, 28 de julho de 2008

Resenha XLIV Steel Festival

Resenha XLIV Steel Festival

Na noite do dia 12/07, em Criciúma – SC contanto inicialmente com cinco bandas, porém com apenas 4 se apresentando, ocorre o XLIV Steel Festival.

A noite começa com a apresentação da banda Creevice, de Criciúma-SC, que contou com um set list apenas com côvers de clássicos do Metal, abrindo com “Fuel” do Metallica e já de início fazendo o público agitar muito. A banda mostrou um ótimo entrosamento e uma boa forma. Apesar de a formação ser nova, a dupla de guitarristas William e Marcelo mostrou pegada e ótimos solos. A banda ainda tocou covers de Kreator, Iron Maiden (da fase Blaze, que combina muito com a voz do vocalista Gilmar), Pantera e Metallica. O show contou com uma atmosfera de muito bom humor entre a banda e o público além de contar com a presença do ex-baixista da banda em uma música. O estreante no baixo, Roni “Van Damme” mandou muito bem com seu baixo e o batera Murilo estava lá segurando com maestria o ritmo da banda. Um ótimo show que mostrou a evolução da banda. Agora é esperar por mais shows e também, claro, músicas próprias.

Ao contrário da primeira banda, a Gangrena Inc. fez um set list baseado em músicas próprias presentes em seu EP de estréia, que está disponível para download no myspace da banda. Ótimas músicas, tais como: Jihad, Blood and Terror e outras foram tocadas. A banda mostrou mais uma vez no palco do Steel Festival que tem um grande potencial, com suas músicas misturando o Thrash Metal, com influências de hardcore e industrial. A banda, que é formada por músicos de Araranguá e Içara-SC, executou ainda dois covers: “Pititis te invoco” do Brujeria e “Edgecrusher” do Fear Factory, com Fernando mostrando seu agressivo e bem colocado vocal, com os backings vocals feitos pelo baixista Alex, Leandro com uma pegada rápida e precisa na bateria e fechando a formação, o guitarrista Patrick que leva o peso da guitarra da banda.

Quando o público já estava um pouco cansado, a banda Thrash ‘Em All, de Criciúma-SC, não dá brecha para descanso. Tocando apenas clássicos do Thrash Metal, a banda agitou (e muito) a noite. Abriram o show com “Curse of the Gods” do Destruction, que foi uma mostra das “pedradas” que viriam depois. Tocando músicas de bandas como Exodus, Slayer, Sepultura, Megadeth, e também alguns covers de bandas de Death Metal, como Vader, com a brutal “Wings” e Amon Amarth, levaram o público criciumense à loucura e exaustão física. A banda estreiou a formação nova com o Frontman Dilton (baixo e voz), Diego e Douglas (Guitarras) e Wagner (bateria), que executou com qualidade as músicas propostas. Este é um interessante projeto de músicos da região, que vem dando muito certo com seu repertório matador. Esperamos por mais shows e quem sabe algo mais.

Para fechar a noite, a banda Shadow of Sadness de Itapema-SC fez seu show. Mostrando um Death Metal de muita qualidade, muitas vezes flertando com o Thrash Metal, tocaram suas músicas próprias e alguns covers que agitaram o publico, que ficou para conferir a última banda. Citar a qualidade dos músicos é “chover no molhado”, pois a mesma já é bem conhecida em Santa Catarina. Tocaram covers de Kreator e Sepultura, como também uma homenagem a Chuck Schuldiner, com Crystal Mountain, do Death. Resumindo: um ótimo show, apenas com o problema de o público já estar um pouco reduzido.

Não sabemos o motivo da banda Sabotagem não se apresentar, com isso o festival contou com 4 bons shows, uma das melhores edições do ano do Steel Festival.

Resenha feita por Luiz Gustavo Coelho
Revisão: Carla Acordi
Fotos de propriedade das bandas e conseguidas nos Orkuts de seus integrantes.

Caso tenham fotos das duas outras bandas e quiserem divulgar, favor enviarem para o e-mail: blogmetallegion@gmail.com

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Resenha XLII Steel Festival

Resenha XLII Steel Festival

Dia 24/05/08, sábado de temperatura amena, marcado para as 21h30 acontece o XLII Steel Festival, com nível de público nem inferior nem superior ao da média dos festivais em Criciúma.

A primeira banda a subir no palco é a Mad Mind de Itapema-SC que xecuta um som calcado no Heavy Metal tradicional com algumas passagens e riffs, flertando com o Thrash e o Rock n Roll. O vocal é agressivo e energético, o baterista tem uma boa técnica e pegada, o baixo e a guitarra soam pesados e certeiros, talvez uma segunda guitarra adicione algo para a banda. Destilaram muitas de suas músicas próprias que agradaram o publico presente. Também tocaram covers de Bruce Dickinson e AC/DC. Por fim, um bom show e banda competente no que faz. Agora é torcer para que a banda entre em estúdio para mostrar e divulgar essas composições apresentadas.

Pela segunda vez no Steel Festival, a banda Ekimooth sobe ao palco para realizar seu Gothic/Black Metal de muita competência. O show da banda de Araranguá deixou muitos dos que não conheciam a banda boquiabertos com as musicas, com a fidelidade com que os covers foram realizados e até com a postura de palco da banda, fiel à de bandas consagradas no estilo.
A Ekimooth inicia o show com “Mourning Place” do Dimmu Borgir, fazendo os headbangers que estavam no clube União Mineira agitarem e “bangearem” muito. Outra música que levou o público a fazer uma “quebraceira” espetacular foi “Fear of The Dark”, do Iron Maiden tocada na versão da banda Graveworm.

A voz de Sammael Azvarth impressiona pela versatilidade e potência, a técnica do baterista Soturnus Blasters é coesa e com uma ótima pegada, as cordas não ficam atrás: o baixo de Launcelot Oleander e as Guitarras de Abadon e Trevhor Damphir disparam riffs agressivos e certeiros. Nos teclados, a banda conta com o excelente Lucas "O Barba Ruiva" que, com seus solos e climas, deixa tudo como tem que ser para uma banda nesse estilo. Para terminar a banda conta com a vocalista Lichen Moonwitch, que com sua doce voz contrastante com a de Sammael, fecha a formação da banda.

Com covers de Cradle of Filth, Moonspell, Luxúria de Lilith, Tristania, o já citado Dimmu Borgir e também com uma música própria recém gravada, a qual logo será divulgada, mostra que a banda veio para realmente ser importante no cenário do Sul do estado. Ótimo show e que a banda mostre suas novas composições logo para o público!

Luiz Gustavo Coelho

A partir deste ponto a resenha foi escrita por Marielle Monsani.

Logo em seguida, foi a vez dos “donos da casa”, os criciumenses da banda Night Wolf, que com muito Thrash Metal, mantiveram durante todo o seu show uma enorme sintonia com o público. Além do carisma e irreverência, fez-se notar a grande qualidade dos músicos. Com um vocal forte e guitarra de riffs pesados, Marcelo Martins faz a linha de frente com a guitarra de Luiz Gustavo, mostrando que, além de peso, a banda conta com solos muito bem elaborados. No baixo, Darlan Fernandes mostra serviço em mais uma ótima apresentação. Marcando pesado, o baterista Gustavo mostra grande pegada e criatividade na execução das músicas.

Dando de presente para o público uma prévia de seu álbum, “Help-me”, que tem lançamento previsto para final de 2008, a banda apostou em “Hate”, “Still My Heart I Pray” e um medley de sua primeira gravação: o CD-Demo “Slaves Of Themselves” para iniciar o show e colocar os headbangers em ação.

A intro de “Beat it” de Michael Jackson prova que irreverência é com eles. Golden Age (Kreator) e Slave New World (Sepultura), mantiveram o ótimo nível do show quando mescladas com outras músicas próprias. Para finalizar e confirmar a grande apresentação, um medley com clássicos como “Hellowed be Thy Name”, “Violent Revolution”, “Creeping Death” e “South of Heaven”, que fizeram o clube União Mineira estremecer.

A quarta e última banda, Morpture, de Florianópolis, não pode apresentar-se devido a problemas pessoais dos integrantes. Ficamos aguardando o seu pesado e “sanguinário” Death Metal em uma próxima oportunidade.

Enfim, por último, mas não menos importante, os também criciumenses da banda Warmagedoom, subiram ao palco e mostraram porque são reconhecidos em todo sul, mostrando o ótimo som que fazem. Executando músicas próprias de qualidade, como “Anihellation of Gods”, “Master of Revenge”, “Mindless Tirany” e “Conqueror”, Ivan Tyrant mostra grande competência nos vocais, que nos remete a grandes influências como Deicide.

As poucas músicas e o pouco tempo de preparo, devido ao show de última hora não abalou e nem prejudicou a banda, que chegou destilando o mais tradicional do Death Metal. A entrada dos dois novos integrantes nos mostra que a banda promete uma boa surpresa para o público, já que preparam, um CD-Demo com gravações próprias. Ticão, novo nas guitarras, agita com seu arsenal de riffs, traços característicos do mais puro death metal e Thiago em sua estréia detona nas baquetas, agradando o público presente e fechando com chave de ouro o XLII Steel Festival.

Marielle Monsani

Resenha feita por: Luiz Gustavo Coelho e Marielle Monsani
Revisão: Carla Acordi
Fotos: Marcos Antônio Coelho

sexta-feira, 7 de março de 2008

Resenha do XL Steel Festival

Resenha do XL Steel Festival

O festival começou com a banda da região Wild Wings: Hard Rock de grande qualidade, executando grandes clássicos. A banda fez um bom show, muitos côvers, mas pelo menos bem executados, sem erros. Clássicos como "Welcome To The Jungle", "Smoke On The Water", "We're Not Gonna Take It" e "Youth Gone Wild" fizeram parte do repertório da banda, além de uma boa música própria. O público agitou bastante durante toda a apresentação. Um bom show com uma banda bem entrosada.

A segunda banda foi a The Ultimate Sin, também da região, que fez um show um tanto quanto "normal" demais, um repertório com músicas um pouco manjadas, mas que nem por isso deixou a galera parada. Muitos côvers de Ozzy (muito manjados, como por exemplo: Mr. Crowley) e um show bem longo fizeram a apresentação se tornar um pouco cansativa. Côvers como a já citada "Mr. Crowley", "Bark At The Moon", "Mama I'm Coming Home" e "Paranoid" foram tocados. Um show, digamos, "sem nada demais".

A Predator deu continuidade ao festival. Fazendo um som brutal e ao mesmo tempo criativo, com levadas de bateria muito bem trabalhadas. A banda fez um grande show, o som da guitarra estava um pouco baixo e estranho, mesmo assim fizeram uma boa apresentação. Foram executadas músicas do primeiro álbum da banda, intitulado "Homo Infimus", músicas como "In the Name of False Ideology", "Hate in your Heart", "El dia del Toro" e "Lost in the Flames" mostraram o por quê desta banda estar se tornando bem conhecida pelo Brasil. Destaque para as grandes linhas de bateria que deixaram qualquer um presente no show de boca aberta. Um côver de "The Philosopher" da banda Death também foi executado, apesar dos erros, o côver ficou bem legal. Parabéns á banda pelo show!

A última banda do XL Steel Festival foi a Alkila, de Laguna. O som deles é uma mistura que vai do Thrash ao Death Metal Melódico (com um vocal feminino lembrando bastante Arch Enemy). O som executado pela banda é um convite para a quebraceira, bem pesado. Foram executadas músicas próprias intercaladas a vários côvers. Destaque para a música "Corruption" que está disponível no YouTube. A banda possui boas músicas próprias, porém um pouco repetitivas, mas nada exageradamente "igual". Outros destaques do show foram as músicas "Hated By The Hate", "Afraid Of The Terror" e os côvers "South Of Heaven" (Slayer), "The Hellion/Electric Eye" (Judas Priest) e "Territory" (Sepultura) que contou com a participação do vocalista da Gangrena Inc. Um grande show, para encerrar de grande forma o XL Steel Festival, e que venha o II Great Steel!

Resenha feita por Henrique Hoffmann Maurilio
Revisão: Carla Acordi

sábado, 1 de março de 2008

Resenha do XXXIX Steel Festival

Resenha do XXXIX Steel Festival

*** Postada originalmente em 23 de Dezembro de 2007 ***

A primeira banda a se apresentar foi a Zhevëtt, de Criciúma mesmo, que trouxe a galera para dentro do União Mineira, tocando grandes clássicos do Power Metal/Metal Melódico. Já havia visto um show deles no mês passado, porém a banda teve alguns problemas para mostrar seu som devido aos equipamentos do lugar, o que resultou num show não muito bom, o que demonstra a necessidade de um evento ser bem organizado para não trazer problemas ao invés de bons frutos para as bandas. O show do Steel Festival foi muito superior ao do mês passado, com a banda bem entrosada, eles fizeram todos os fãs de Metal Melódico irem para a frente do palco e cantar junto as grandes músicas. "Headless Game" do Edguy deu início ao show, seguida de "Hunting High And Low" do Stratovarius. A quarta música foi uma música própria "Earth Warrior" que começa com um bom riff na guitarra. A penúltima música foi "Asgard", outra própria que é um exemplo da proposta da banda: riffs rápidos, bateria mais rápida ainda (hahahaha), coros, vocais no estilo... grande música. E, para fechar, a banda escolhe um clássico: "I Want Out" do Helloween, que fez todos os presentes cantarem junto, grande momento do show. Parabéns á banda, grande show!

A segunda banda foi a Gangrena Inc. de Araranguá que iniciou o seu show com a música "Jihad", música pesada e rápida, que fez a galera ir para frente do palco e bater muita cabeça. A segunda foi um côver do Brujeria, "Pititis, Te Invoco" que agitou e muito o União Mineira, grande música, de uma grande influência do grupo. Dando sequência ao show, são executadas as 2 músicas mais conhecidas da banda, que foram disponibilizadas há algum tempo no myspace da banda, "Gangrena" e "Hate Amplifier" grandes músicas, que deram continuidade á quebradeira que foi o show. Outro côver foi executado, "Slave New World" do Sepultura, que, sem comentários, é um grande clássico! Um fato engraçado durante o show foi a aparição do Papai Noel, que alegrou um pouco e ainda jogou balas para a platéia, muito engraçado. O set foi quase totalmente de músicas próprias, uma coisa boa para a banda, muitos acham que pelo fato de ter tocado um grande número de músicas próprias a galera não agita em um show, isso não foi comprovado no show da Gangrena, que foi quebradeira do início ao fim, ao final do show tiveram apenas músicas próprias, grandes músicas que são reflexo das influências da banda, a qual tem um estilo que mistura o Thrash Metal e o Hardcore. A música que fechou o show foi "Sonhos Enterrados" que possui a letra em português e riffs pesados e em algumas partes cadenciados. Grande show!

A próxima a subir no palco foi a Azhmodam, que executa um Death Metal rápido e com técnica. A primeira música foi "Prisioner Of Inquisition", a banda é notavelmente influenciada por Cannibal Corpse, tanto no vocal como nas guitarras. O público fã de Death Metal deu bastante força para a banda se quebrando bastante na frente do palco. A próxima música foi "A Skull Full Of Maggots", clássico do Cannibal Corpse muito bem executado, seguida de "City Of Mutilation", música própria. Ainda foi executado outro côver do Cannibal Corpse: "Stripped, Raped And Strangled", também muito bem executada. "The Chaste People Revenge" deu continuidade ao show seguida de mais dois côvers, desta vez "Day Of Suffering" do Morbid Angel, que chamou ainda mais o público e para fechar, um outro clássico, "Hammer Smashed Face" do Cannibal Corpse, muito bem executada. Parabéns para a banda, que possui membros de qualidade e que fez um ótimo show.

A próxima foi a Souls Of Glory de Tubarão, que iniciou o seu show com "Be Quick Or Be Dead", bem executada até a parte em que perderam-se, recuperando-se um pouco depois. Guitarras baixas, baixo alto, o som estava ruím no show dessa banda, sem contar que os integrantes estavam muito bêbados, o quê afetou e muito na apresentação. Criticar uma banda não é o intuito das resenhas do Metal Legion - SC, porém, às vezes é necessário. Por exemplo: a banda deveria tirar músicas mais fáceis para não correr o risco de estragar a música, como foi visto no Steel Festival, pois em quase todas as músicas houveram erros por parte dos instrumentistas e 'desafinações' por parte do vocalista, ás vezes nem tanto o fato de tirar músicas fáceis, pois em algumas o instrumental ficou legal. Clássico atrás de clássico, foi um show razoável, apesar das críticas, havia várias pessoas se quebrando na frente do palco, o que significa que o público gostou dos côvers como: "Nothing To Say" (Angra), "Kings Of Metal" (Manowar), "As I Am" (Dream Theater) e "Children Of the Damned" (Iron Maiden). Fecharam o show com outras músicas rápidas e difíceis: "Eagle Fly Free" do Helloween e "Carry On" do Angra, que foi um dos piores momentos para o vocalista. Sorte para a banda e espero que melhorem, pois este show não foi dos melhores.

A última foi a Natural Chaos que executa um Thrash/Death Metal com influências das mais diversas bandas Old School. O show é iniciado com a "No Rest For The Humanity" seguida de "Dictator's Head", grandes músicas, pesadas e com o vocal característico do Thrash Metal Old School. A quarta música foi "Black Magic" do Slayer, que apesar de não dar de ouvir muito bem a guitarra no começo, ficou legal e chamou o público. "Inherited Pain" deu continuidade ao show, seguida do clássico "Troops Of Doom" do Sepultura que contou com a participação do vocalista da Azhmodam, clássico bem executado. A próxima música foi "Hino Mundial dos seguidores de Satã" que foi um momento engraçado do show, no qual o guitarrista cantou, e arrancou risadas do público. "Port of Desolation", música própria que começa com um riff pesado e cadenciado deu continuidade, e, para fechar, um clássico do Heavy Metal: "Grinder" do Judas Priest. Bom show!

Fechando o ano assim com a última edição do Steel Festival, que contou com um grande público.

Ainda não consegui nenhuma foto do show da Natural Chaos para colocar aqui, quando conseguir ela será postada.

Resenha por: Henrique Hoffmann Maurilio
Revisão: Carla Acordi
Fotos: Conseguidas com as bandas

Resenha do I Great Steel Festival

Resenha do I Great Steel Festival

*** Postada originalmente em 3 de Novembro de 2007 ***

Após uma demora, tá aí a resenha do Steel Festival. Devido ao fato de eu não ter conseguido o set list das bandas Battalion, Diabolical Desolation e The Torment, a resenha sobre esses 3 shows será um pouco menos detalhada. Valeu!

Aproximadamente 10 minutos depois do horário proposto, dá-se início o I Great Steel Festival, que a princípio já prometia ser um grande festival. Ao entrar no União Mineira, de cara já nota-se que não seria um festival normal como os outros Steel Festivals, vê-se 2 palcos, ambos com boas estruturas.

A primeira banda a subir no palco foi a Devil's Cry, de Imbituba, que com seu Heavy Metal com pitadas de Thrash/Death, fez um grande início de festival. Vocal rasgado e riffs pesados são as marcas dessa banda que iniciou seu show com a música "Holocaust Vision". A bateria e os vocais são bem "Thrash" digamos assim, o que resulta num som "diferente", que mistura influências de vários estilos, mas não deixando de lado o peso e a melodia. Um som empolgante e pesado, grande banda, que logo empolgou o público, fazendo-o bater cabeça ao som de músicas como "Hell To Paradise", "Darkest Spirits" e "Commandments To Waste".

A segunda foi a Infamous que veio de Chapecó para tocar seu Heavy/Thrash Metal. Simplesmente pelo fato de terem vindo de uma cidade tão distante já merecem alguma consideração. A banda inicia o seu show com uma música própria, intitulada "Devil Rider", peso e agressividade que agitam o público e faz todos se direcionarem para o segundo palco. A segunda música é um côver, "Slave New World" do Sepultura, bem executado e que faz os fãns desta banda brasileira se empolgarem. A banda altera entre músicas próprias e côvers, ao todo foram tocadas 10 músicas, das quais 6 são próprias e 4 côvers. Os côvers executados agitam ainda mais o público, o que faz com que a recepção quanto as músicas próprias seja ainda maior. Côvers apresentados pela banda: "Ace Of Spades" (Motörhead), "Nailed To The Cross" (Destruction) e "The Four Horsemen" (Metallica). Quanto às músicas próprias, misturam um vocal mais Heavy Metal aliado a algumas influências de Thrash Metal, que gera uma boa mistura, agradando a maioria do público.

O que chamou a atenção durante o festival, foi a velocidade na mudança das bandas, tudo feito muito rápido, mas nada que tenha afetado os shows.

A terceira banda da noite foi a Shadow Of Sadness de Itapema, que com seu Death Metal Melódico, fez um dos melhores shows da noite. Começaram com a música "Saint Or Sinner" que não está presente no seu CD "Way To Hell", mas que já deu uma pitadinha do que vem por aí. A segunda música foi "Screams Of Self-Destruction" que já foi disponibilizada através de um vídeo no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=6BLnfhcjOUU), portanto já conhecida por algumas pessoas. O grupo executa um Jam que com 4 músicas, conquistou todos os fãns da banda Death, as músicas excutadas durante o Jam foram Zero Tolerance/Empty Words/Crystal Mountain/1000 Eyes. Só grandes músicas como "Sky Over Storms" e "Sick Obsession Scheduled", ambas novas, dão continuidade ao grande show da banda. Fechando o show é executada outra música presente no álbum: "All And Nothing", que possui pegadas lentas com riffs pesados. Grande show dessa grande banda catarinense!

A próxima banda foi a Battalion. Infelizmente não consegui o set list. Mas foi um grande show do mais puro Heavy Metal Tradicional, com influência de bandas como Grave Digger e Running Wild. Músicas como "The Final Battle" demonstram claramente a linha de som da banda que está lançando sua demo. O show foi ótimo para começar a divulgação, a demo já estava disponível com o pessoal da banda. Côvers foram executados, tais como: "Under Jolly Roger" do Running Wild e "Iron Fist" do Motörhead. Som que fez a galera agitar do início ao fim, se quebrando e sem parar de banguear! Grande show desta grande banda!

O quinto show da noite marcou a reestréia da banda Malice Garden, conhecida do público de SC e do sul do Brasil por ter aberto shows de grandes bandas como Marduk, Dark Funeral, Vader e Krisiun nos anos de 2002 e 2003, mas que havia interrompido suas atividades por tempo indeterminado. A banda conta com a mesma dupla de guitarristas, mas com o resto da banda totalmente "nova". A primeira música do show foi "Your Peace Of Shit", música nova que demonstrou que a banda voltou para ficar, com um som pesado e com umas pitadas de melodia, sem exageros. A segunda música foi uma que está presente na primeira demo da banda lançada no ano 2000, a música "Renegade Soul", seguida de outra música nova, "God Call's". Foi um show bem curto, no qual a banda ainda executou outra música da sua primeira demo: "Rise Above The Things" seguida de um côver da banda Brujeria, "Matando Gueros" com direito a partipação de amigos no palco para cantar o refrão. Grande volta dessa banda que possui um nome muito respeitado no Sul do Brasil!

Seguindo a ordem das bandas, a sexta foi a Power Steel de Itapema, que havia dado uma pausa em suas atividades, voltou esse ano, e que convenhamos, fez uma grande falta! Uma banda extremamente competente que é fiel às raízes do Metal, fazendo seu som sem frescuras, sem solos exagerados e sem vocais agudinhos, simplesmente Heavy Metal! O som que deu início ao show da banda foi a intro "Death Crusade" seguido de "Metal Force" que demonstra claramente a proposta seguida pela banda, tanto na música em si, quanto nas letras, riffs pesados, e que fez todo o público ir prestigiar o grande show desta banda, batendo cabeça e cantando junto. A banda executou várias músicas próprias, das quais, 7 estão presentes no CD da banda, e uma música nova intitulada "Devil's Game". A quinta música foi "Freedom Call" grande música, que contagiou a todos e fez os presentes baterem cabeça. A sexta música foi um côver, um clássico! "Killers" do Iron Maiden, sem comentários, côver muito bem executado que teve direito a alguns moshs. O vocalista Lauro sabe muito bem como lidar com o público, sendo muito engraçado às vezes. Seguindo o show, a banda executa outro côver, desta vez "Brothers Of Metal" do Manowar, na qual um vocalista amigo da banda subiu e cantou com muita competência, e que rendeu muita consideração por parte do público. Fechando o show da banda, é executada a música "Warrior Of The Night" na qual o público que conhecia a música cantou junto, um momento marcante do show, um dos melhores da noite!

A próxima foi a banda de Heavy Metal Mercenary Tales, de Lages, que tocou vários clássicos do Heavy Metal. O vocalista é o mesmo da Orquídea Negra, também de Lages, que por sinal, canta muito! A banda iniciou o seu show com "Hole In The Sky" do Black Sabbath e logo em seguida, animando o público, tocam "Crazy Train" do Ozzy. A terceira música foi "I Want Out" do Helloween, grande côver, muito bem executado. O que chamou a atenção no show desta banda, foi a falta de músicas próprias, mas a banda teve que tocar com outro baixista, devido a isso talvez possam ter escolhido apenas uma música própria, o que não foi um grande problema pois a maioria do público gostou bastante do show desta banda e agitou do início ao fim! Ainda executou côvers do Saxon e AC/DC, e então tocou sua música própria, "Dream", que demonstrou bem o estilo seguido pela banda, que ficou claro pelos côvers tocados. Mais 4 côvers foram executados: "Metal Heart", Accept, "Love Ain't No Stranger", Whitesnake, a clássica "Paranoid" e "Children of the Grave" do Black Sabbath. Grande banda!

Em seguida foi a vez da Diabolical Desolation, de Lages. A banda executa um Death/Black Metal. Seu som é influenciado por bandas de Death/Black Metal Old School como Sarcófago, Obituary e Morbid Angel. O que propiciou aos fãns deste estilo um grande show. A banda executou músicas próprias, e um côver do Cannibal Corpse, com "Hammer Smashed Face". Sem o tradicional Corpse Paint, a banda agita o público com suas músicas e traz bastante de gente para frente do palco, todos batendo cabeça!

A penúltima banda da noite foram os lageanos da Ovários. Um puta show! Vocal grave pra caralho, bateria muito rápida e riffs pesados marcam o som dessa banda, e também, é claro, as vestimentas: aventais sujos de "sangue"! hehehe. Iniciaram seu show com a música "Laparotomia Exploradora em paciente com abdômen agudo por trombose mesentérica" ,porém, não é pelo fato de as letras serem em português que dá para se entender o que é cantado. Um som nojento e grotesco, que faz todos os presentes baterem muita cabeça e agitarem muito durante a apresentação, ótima por sinal. A terceira música é uma das mais antigas da banda: "Baranga" que possui um vídeo legendado no YouTube.com (http://www.youtube.com/watch?v=iCPCBEg9Srg). Moshs e rodas são executados durante o show, a galera não parou um minuto! Destaque para o vocalista Anderson, que contagiava o público com suas "belas" palavras. O repertório contou com 19 músicas, com a já clássica "A vagabunda que colocou o feto no liquidificador, coou e bebeu o resto" e com o côver "Criminalisation Of Strange Behaviour" do Agathocles. Grande show!

A última banda do festival foi a The Torment, também de Lages. Black Metal Old School com influências de Celtic Frost, Venom, Bathory e Mayhem. Som sujo e com guitarras pesadas marcam o som dessa banda. Black Metal de qualidade e que fez todos os fãns de Black Metal presentes irem para frente do palco e prestigiar o show. Uma das músicas executadas foi o côver "Guerreiros de Satã" do Vulcano. Som que demonstra a ideologia da banda. Bom show!

Encerrou-se assim o I Great Steel Festival, que contou com uma grande estrutura. Ótimo festival com 10 bandas de muita qualidade. Que venham mais destes!

Para fazer o download de todas as fotos do show:
http://rapidshare.com/files/64239826/Great_Steel_Festival_-_Fotos_pt1.rar.html
http://rapidshare.com/files/64247969/Great_Steel_Festival_-_Fotos_pt2.rar.html
http://rapidshare.com/files/64255591/Great_Steel_Festival_-_Fotos_pt3.rar.html

Resenha por: Henrique Hoffmann Maurilio
Revisão: Carla Acordi
Fotos tiradas por: Marcelo Pinto

Resenha do XXXVII STEEL FESTIVAL

Resenha do XXXVII STEEL FESTIVAL

*** Postada originalmente em 29 de Setembro de 2007 ***


Quase 23:00 horas, e começa o XXXVII Steel Festival. A primeira banda a subir no palco é a Night Wolf (Heavy/Thrash Metal), conhecida do público, por ser da região e por ter feito alguns shows no festival, a banda executa músicas próprias e côvers. Eles iniciam o show com a música "Hate", uma música nova e com bastante peso, logo em seguida executam outra música nova, "Help Me" que combina riffs com muito peso e dedilhados com melodia, uma combinação que agrada uns e desagrada outros... Outra música nova dá continuação ao show, "Tired Of Lies" seguida da já conhecida "Slaves Of Themselves" que dá nome a demo da banda, música com riffs pesados e com um refrão marcante. A próxima música é "Fucking Hostile" um côver de uma banda que é grande influência para o grupo: Pantera. Côver muito bem executado, logo em seguida vieram as músicas "Crossfire", conhecida do público, "That I'm Alone" e "I Cannot See" ambas estão na demo. Em seguida a banda executa outro côver, desta vez com "South Of Heaven" do Slayer, dando continuação, é executado um Medley de duas de suas outras músicas contidas na demo, "Losing Me" e "Trace Of My Hate", fechando o show da banda, que contou com grande agitação do público.

A segunda banda da noite foi a Methodic (Thrash Metal), a qual fez o show de lançamento do seu cd "A Monument To Nothing" lançado em agosto pela Rapture Records. A primeira música do show foi a música que leva o nome do álbum, "A Monument To Nothing", seguida por "Violated", música rápida e pesada, terceira música do cd e um dos grandes destaques do mesmo. Em seguida veio a música que abre o álbum "Throne, Gold And Decay". A quarta música foi uma das mais conhecidas, tavelz pelo fato de ter sido disponibilizada para download no ano passado, "Skinner Box", música que demonstra a competência de todos os músicos do grupo, em especial do baterista Eder, que é um monstro! A próxima música foi "Fear Of Bleeding Inside", ótima música, com partes cadenciadas seguidas de riffs técnicos e pesados. A música que deu continuidade ao show foi "Intimate Enemy" e fechando o show com "We'll Tear Your Soul Apart" que começa com uma pegada muito rápida na bateria. Grande show desta banda que está se tornando uma das maiores do estado, com músicos extremamente competentes.

Por último, depois de uma longa espera, é a vez da banda Shadows Lestat (Heavy/Thrash Metal). Eles iniciam sua apresentação com um côver, muito bem escolhido, "Burning Times" da banda estadunidense Iced Earth, muito bem executado para um grupo que só está com a formação atual a menos de um mês. Em seguida é executado outro côver, desta vez "Stillborn" do Black Label Society, seguida de "A Tout Le Monde" do Megadeth, dando continuação, é tocado outro côver do Black Label Society, banda que realmente influencia o grupo, desta vez com "Fire It Up". Em seguida o grupo executa uma música própria, intitulada "Icarus", música que tem o estilo parecido com os outros côvers executados, e que agitou o público. Dando continuidade ao show, a banda executa uma música muito bonita, "Melancholy" do Iced Earth, na qual chamou 2 amigos para fazer os vocais. Em seguida foi excutado outro Megadeth, desta vez a música "Trust" e fechando o show, um côver um tanto quanto inusitado, "TNT" do AC/DC. Um bom show de uma das bandas novas de Criciúma, com muito talento.

Grande festival, que devia ter tido 5 bandas, mas infelizmente 2 delas não compareceram, Overthrash e Wings Of Steel, por problemas com a vinda para Criciúma, uma pena por muitos dos presentes gostariam de ver as 2 bandas. Mesmo assim foi um bom festival, com um bom público e com grandes bandas!

Resenha por Henrique Hoffmann Maurilio

Resenha do XXXIII Steel Festival

Resenha do XXXIII Steel Festival

*** Postada originalmente em 20 de Maio de 2007 ***


A primeira banda a subir no palco foi a banda Agony de Criciúma/SC que tem por seu estilo o Hard Core, muita gente torceu o nariz quando soube que uma banda de Hard Core tocaria no Steel Festival, mas a banda subiu no palco e tocou muito bem, sem o baixista que estava se recuperando de um cirurgia, mas com o outro guitarrista no seu lugar, com músicas como "Resistência" a banda mostrou o seu som, e quem gostou se quebrou nas rodas. A próxima foi a banda In Torment de Death Metal do RS, a banda tem uma qualidade raríssima que é a perfeição, suas músicas ao vivo são iguais as do CD. A banda tocou músicas do seu primeiro álbum, "Diabolical Mutilation Of Tormented Souls" e do seu próximo álbum, "Paradoxical Visions Of Emptiness", músicas que já demonstram como será o próximo álbum, provavelmente será destruidor!! Com músicas como "Grotesque Defacement", "Inhuman Genetic Deformations", "Wrapped In The Perversity Of Chaos" e "The Curse" a banda mostrou porque é considerada por muitos como uma das melhores bandas do estilo no país, resumindo, foi um show muito foda! Após a In Torment, foi a vez da banda mais esperada da noite, a Children Of The Beast, que veio de São Paulo para tocar os maiores clássicos de uma das bandas mais influentes do Metal, o Iron Maiden. A banda já começa com "Aces High", grande clássico, fazendo todos os presentes baterem cabeça, a banda executa ainda clássicos como "2 Minutes To Midnight", "The Trooper", "Flight Of Icarus", "Revelations", "The Wicker Man", "Prowler" não tem o que falar, a banda executa as músicas com muita perfeição, o vocalista tem a voz muito, mas muito parecida com a de Bruce Dickinson, o baixista então nem se fala, tem o jeito igual ao do mestre Steve Harris, os guitarristas fazem tudo que deveriam fazer e ainda com um pouco de presença de palco, contagiando a todos, e executando os riffs e solos com perfeição. A banda ainda toca muitos clássicos, como "Wasted Years", "Rime Of The Ancient Mariner", "Wasting Love", "Rainmaker", "Brave New World", "Lord Of The Flies", "The Evil That Men Do", "Hallowed Be Thy Name", "Wrathchild", "Bring Your Daughter...To the Slaughter", "Iron Maiden", "Fear Of The Dark", "The Number Of The Beast" (Não nessa ordem) e fechando com "Run To The Hills". A banda foi uma garantia de alegria a todos os fãns de Iron Maiden que estavam no Balada Bar, que não pararam de cantar junto e bater cabeça, o show teve direito até ao EDDIE que no fim do show se jogou na platéia, muito engraçado por sinal. Ótima noite para o Metal, principalmente para os fãns de Iron Maiden e de Death Metal que viram o porque de a In Torment estar sendo muito falada por aí como uma das maiores bandas de Death Metal do Brasil e honrando o nome do país no Death Metal!

Resenha por: Henrique Hoffmann Maurilio